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Dificilmente sou levado a sério, mas acho isso bom, pois quando chego as pessoas já mudam o humor, diz Palhaço Pipoca

Publicada em 07/12/2013 ás 15:21:34
Fotos: Riane Barbosa | Mídia Rcôncavo

Para comemorar o Dia do Palhaço que é lembrado em todo Brasil no dia 10 de dezembro, a reportagem do Mídia Recôncavo fez uma entrevista especial com o Palhaço Pipoca, uma figura animadora bastante conhecida em todo Recôncavo da Bahia. Segundo Pipoca, as comemorações para esse dia em Cruz das Almas acontecerão em janeiro de 2014.

Sua vida inteira foi dedicada a paixão por fazer as pessoas sorrirem. Este ano (2013), o conhecido animador da cidade de Cruz das Almas, o Palhaço Pipoca, conseguiu depois de muita luta abrir sua empresa. Hoje Pipoca trabalha profissionalmente como animador, ou seja, palhaço. Saiba como pensa uma pessoa que poucas vezes é levado a sério.

Todos te chamam de Palhaço Pipoca. Mas você tem um nome, qual é?

Renato Pereira. Hoje se você perguntar na cidade, quem é Renato ninguém sabe. Mas se perguntar quem é Palhaço Pipoca, todo mundo sabe. Hoje não tem mais pra onde correr, mas não me incomodo. Pelo contrário, eu gosto. Eu acho isso bom, é um reconhecimento público. E isso acontece em várias cidades do recôncavo. É um orgulho pra mim.

Por que você é palhaço?

Porque eu gosto de ver as pessoas sorrindo e se alegrando. Porque pra mim o sorriso é tudo. Tenho essa vontade desde quando era pequeno. Sempre gostei de circo e sempre gostei de ver as pessoas sorrirem. Pra mim palhaço tem que fazer as pessoas se alegrar. Quando eu ia no circo, na infância, a melhor parte pra mim era o palhaço. Eu achava o máximo, magnífico, um mundo mágico, encantado. O palhaço pra mim era tudo. Quando era criança, eu abria uma tela de mosqueteiro em baixo de um pé de manga, enchia de bonecos, carrinhos de lata, passava pasta de dente no rosto e ali brincava que era um circo. Fui crescendo e vi que tinha o talento pra coisa e decidi investir nisso. Uma vez vi uma pessoa triste e comecei a brincar com ela, aí ela falou... “Você foi a única pessoa que me fez sorrir o dia todo, você dá pra ser palhaço”. Aí foi ficando mais forte a vontade. Mas no início a minha família não apoiava muito, porque eles não tinham a certeza de que iria dar certo. Mas hoje eles me apoiam muito, graças a Deus.

Desde novo eu já trabalhava com isso, mas comecei levar a sério nos últimos cinco anos, quando um grande amigo veio a falecer. Foi o então Palhaço Grilo. Por causa disso abriu uma grande lacuna nesse ramo, e a cobrança sobre mim foi aumentando. Graças a Deus o pessoal gostou do meu trabalho. O espaço vazio foi preenchido, mas a saudade é comentada até hoje. Ele marcou a cidade e eu venho tentando fazer isso também em toda a região.

O que você queria ser quando era criança?

Jogador de futebol. Era meu sonho. Tanto que consegui jogar um pouco de futebol profissional nos times como Bahia, Galícia, Cruzeiro de Cruz das Almas. Eu também fui garçom, barman, vendedor de picolé, vendedor de feira, cobrador de ônibus. Não me arrependo de nada que fiz. Mas não deu certo porque Deus já tinha algo feito pra mim.

Você já trabalhou em circo?

Não. Já me apresentei e tomei cursos em circo, mas nunca trabalhei. Porém sempre estava presente vendendo doces, pipocas, maçã do amor. Tive muita vontade de trabalhar no circo, mas hoje eu tenho uma empresa de animação, então cuidar da minha empresa é muito mais lucrativo pra mim. Mas se pudesse, eu teria sim um circo.

Hoje eu sou microempreendedor, tenho uma empresa chamada “Pipoca Produções e Eventos”. Tenho uma equipe que participa comigo.  E temos todo o material de trabalho para os eventos. Fazemos diversos tipos de festas como aniversários, inaugurações, casamentos, bodas e outros. E faço apresentações em Salvador, Feira de Santana, Valença, Santo Antônio de Jesus, Cabaceiras, Governador Mangabeira, Muritiba, praticamente em todo o Recôncavo.

O que você mais gosta de fazer como palhaço?

Tudo. Eu agora estou voltando com um projeto antigo que se chama “Dr. da alegria”. Nesse eu vou para o hospital fazer uma visita para as crianças enfermas, e as que vão fazer cirurgia. É o que eu gosto de fazer, levar alegria para aquela pessoa, mesmo em momentos difíceis.

Você pensa em algum dia parar de exercer essa profissão?

Não. Só quando morrer. Porque quando a gente ama o que faz, a gente faz com dedicação. Gosto muito do que faço.

Como seus filhos veem o seu trabalho?

Tenho dois filhos, um de 5 anos de idade e o outro tem 6 meses. Graças a Deus o mais velho tem tanto orgulho, que ele já tem roupa de palhaço. E ele diz que é o Palhaço Foguete. Aí eu perguntei, por que foguete? Aí me falou que ele era muito rápido e corria muito rápido. Isso pra mim é uma alegria.

Quais são as dificuldades que você tem em sua profissão, conseguiu superar?

Hoje não tenho muita. Mas no inicio tive, porque eu não tinha experiência e ia aprendendo no dia a dia. Uma dificuldade que eu encontro até hoje é de recrutamento. São poucas as pessoas que querem trabalhar no ramo de animação. Um problema que enfrentei e que graças a Deus estamos melhor é transporte, antigamente nós íamos para o trabalho de bicicleta, não tínhamos muitas condições. Não tínhamos material de trabalho nenhum, hoje temos e estamos conseguindo mais aos poucos. Hoje as coisas estão ficando mais fáceis.

Aquela história de que atrás da mascara do palhaço existe a tristeza, acontece com você?

Isso acontece com os palhaços que sofreram algum tipo de preconceito. Na minha vida particular como Renato, não tem tristeza. Eu não tenho nada o que esconder. Tanto que sem maquiagem ou sem a roupa de palhaço eu sou a mesma pessoa. É claro que passo por momentos difíceis, mas eu sempre contorno com alegria. Quando existe um vazio dentro da pessoa, e ela coloca uma roupa de palhaço pra tentar esquecer dos seus problemas, essa teoria se torna verdadeira. Mas não acontece comigo. Não costumo carregar problemas. Não existe tristeza na minha vida, nem como palhaço e nem como Renato.

Você tem dificuldade para ser levado a sério?

Muita. Às vezes falo uma coisa e ninguém acredita, eu preciso ficar falando “é sério, é sério”. Uma vez fui ao hospital levar meu filho e ninguém me levou a sério, achou que eu estava brincando. Mas acho isso bom, porque quando chego no lugar as pessoas já mudam o humor. Mesmo sem a fantasia eu sinto o prazer de levar a alegria para o povo. Fazer uma pessoa se alegrar, não tem preço. Eu amo fazer isso.

Explique para a população a importância dessa profissão.

Um motorista ele é importante, porque ele dirige um carro. Um pedreiro é importante porque constrói uma casa. Cada profissão tem a sua importância. O palhaço é importante porque consegue transformar uma tristeza em alegria. É uma profissão que muitos não aceitam como tal, mas já outros amam. É ótimo quando alguém vem me agradecer porque chegou triste e saiu feliz depois de um evento que eu fiz. Tenho o dever de representar a felicidade. Na minha opinião fazer sorrir é a melhor coisa.

Por Riane Barbosa
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