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Livreiros reclamam da demanda pequena em Cachoeira

Publicada em 24/07/2013 ás 15:26:11
Foto: Roquinaldo Freitas/Mídia Recôncavo

Por Rodrigo Daniel Silva | Mídia Recôncavo

De acordo com os livreiros de Cachoeira, a venda de livros ainda é pequena no município. A razão, segundo eles, é a falta de incentivo à leitura. Na cidade, loja de livros se resume apenas a dois lugares: a MC Livros e Cia e a banca dentro da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Os livros do gênero religioso, disseram os livreiros, dominam a lista dos mais vendidos.

Há cinco anos, Raimundo Dayube abriu a MC Livros e Cia. Ele é bancário aposentado e decidiu fazer de sua antiga garagem um espaço para vender livros e revistas. No começo, contou ele, acreditava que poderia ter um bom retorno com o negócio de livros. Contudo, não foi bem assim. “Se eu dependesse disso aqui, eu já teria fechado. Pra viver não dá. É bom para preencher meu tempo vago”, disse ele.

Avaliou também que a vendagem média é de 10 livros por mês. Ainda segundo ele, não haveria espaço para novas livrarias na cidade. “Tem gente que compra dez revistas de R$ 2,99 e não compra um livro de R$ 30,00, porque acha que é caro”, acrescentou Dayube.

Além da falta de incentivo à leitura, a cachoeirana Acely Araújo apontou outros motivos para a pequena procura de livros. Leitora assídua, segunda ela, muitas obras estão disponíveis na internet, nas bibliotecas municipais e nas escolas. Embora ainda prefira ter o contato direto com o livro, disse ela, isso contribui para a baixa vendagem. Ela contou ainda que tem doado seu acervo pessoal de livros. “Livro não é para estar em casa, é para estar em movimento”, afirmou.

A FLICA

Desde a década de 1980, o maranhense Ademar Papaleguas vem a Cachoeira participar das festas tradicionais da cidade. Hoje, ele mora no município e a sua única renda são os livros que vende na UFRB. Para ele, a Festa Literária de Internacional de Cachoeira (FLICA) tem deixado a desejar no quesito leitura. Segundo ele, a festa está mais voltada para música e show. “Nada contra a música. Mas o livro e a leitura sempre em primeiro lugar”, disse ele. Para Raimundo Dayube, a FLICA é um espaço interessante de debate, mas não é para o mercado de livros. Acely Araújo acredita que nos próximos anos a FLICA deve crescer, mas pede um maior incentivo à leitura para crianças e adultos através da criação de rodas de leitura e de espaços para o teatro. Informações do Mídia Recôncavo

 

Por Mídia Reconcavo
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